quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Eu queria apoder te dizer tantas coisas agora, como por exemplo, o quanto você está sendo tóxico pra mim, o quanto está me fazendo mal essa coisa de "chove e não molha", eu francamente detesto isso!! O grande problema que me rodeia quando o assunto é você é: Eu não posso dizer que nunca mais quero ver você, que nunca mais quero viver os momentos que a gente vive, porque eu quero repeti-los sempre.
 A questão é: E o depois? Eu não consigo viver todos os momentos fodas que passo com você sem não criar um sentimento, uma esperança ou expectativa na gente, de que a gente possa ficar junto de verdade...
 E ai, você começa a se afastar, a sumir ao poucos, com a falsa ilusão de que eu não vou notar sua ausência, meu caro, eu sinto, sinto e muito. Aqui, por trás desses óculos, existem olhos que enchem de lágrimas ao sentir sua falta, debaixo dessa roupa tem um corpo que sente necessidades, que sente TUA necessidade, por baixo desse monte de cabelo, existe um cérebro que produz expectivas e até ilusões...
 Eu realmente fui muito boba em acreditar que um rolinho de começo de período poderia durar uma vida inteira. Tazlves esse texto te faça afastar ainda mais, mas caralho, eu to cagando pra isso! Se você tivesse ideia de quantas vezes tentei ser forte e fingir que nunca senti nada, você choraria comigo agora, mas olha, não se importe com isso, que eu vou sair desse quarto, tomar um banho, colocar uma roupa bacana e vou interagir com o mundo, mostrar para as pessoas que "Heey, ainda estou aqui, universo, vibrando coisas boas, então me notem!" E ao contrário de você, xuxu, elas vão me notar :)

sábado, 12 de dezembro de 2015

Desfechos nada clichês- Parte I

 E então eu abri meus olhos naquela manhã cinza de dezembro que era pra ser um dia de verdadeiras comemorações e festividades, mas não. Aquela data sempre teria um peso sombrio na minha vida.
 Doze de dezembro de 1979 eu resolvi vir ao mundo, cresci em uma família normal, minha mãe e meu pai conservadores e rigorosos e meus irmãos que naquela época doce de infância eram minha alegria. O tempo passou e eu cresci de certa forma incompreendida por ser uma pessoa imperativa e totalmente espontânea, tudo que me mandavam fazer, eu fazia o oposto.
 Numa certa tarde de setembro de 1997, minha mãe me fez levar uns salgados na casa de uma tia, mas algo na rua chamou minha atenção, um Chevet cor de tomate, eu era apaixonada por carros e amava aquela cor, então eu parei e olhei para o carro, mas lá de dentro saiu um homem que tinha aparentemente a idade de meu pai e começamos a conversar, aquela conversa que me pareceu durar apenas alguns poucos minutos durou horas, mais de cinco horas pra ser mais específica, eu sabia que estava sujeita a levar uma bela de uma surra quando chegasse em casa mas eu amava conversar com as pessoas. Aos poucos eu percebi que aquele homem só tinha o corpo avançado mas sua mentalidade era de alguém com míseros 17 anos.
 Os dias se passaram e depois da surra que levei de minha mãe eu não conseguia para de pensar naquele homem. Mas incrivelmente, uma semana depois, eu vi o mesmo carro cor de tomate na porta do colégio, naquele momento me veio à cabeça "Ele deve ser pai de alguém", como eu estava enganada... Ele simplesmente se declarou pra mim, disse que desde aquele dia não conseguia mais parar de pensar em mim, e que se preciso fosse ele se mudaria de São Paulo, abandonaria emprego e o que fosse para estar ao meu lado, porém, ele se esqueceu que eu era menor de idade e me beijou, decididamente eu senti algo que eu nunca havia sentido antes na vida. Eu senti amor.
 Naquele dia cheguei em casa por volta de 13h e mais uma vez apanhei, e apanhei muito mais quando eu disse que estava namorando um cara 33 anos mais velho (ele era mais velho que meu pai).
 Eu estava namorando, eu estava amando aquele homem como eu jamais imaginei que fosse capaz de amar alguém. O ano novo chegou e ele não pôde vir, nós nos correspondíamos por cartas, e em uma delas ele me acusava de traição! Como pôde? Eu havia passado a virada do ano (como de costume) meus primos e primas vendo a queima dos fogos na praça, como eu poderia tê-lo traído? Eu respondi aquela carta aos prantos, explicando a verdadeira história, não obtive resposta. Fui tomada por uma onda de tristeza que me consumia por inteira, todos os dias eu ia na casa da tia dele (onde ele sempre ficava quando vinha pra cá) pra saber notícias, então no dia 30 de janeiro eu fui até lá novamente e lá estava o Chevet vermelho. Senti meu coração saltar de alegria e naquele momento eu o gritei na rua e ele apareceu na janela. Nós conversamos e ele me pediu desculpas por todas as acusações e me fez um convite inusitado "Já que sua família não aceita nosso namoro e você acabou de fazer 18 anos, topa ir embora comigo?" naquele momento eu estava tomada pela maior felicidade de todas " Que dia você vai?" Ele sorriu e me beijou, estava tudo programado, ele iria embora no domingo dia 1 de fevereiro e eu iria junto.
 Não sei como, mas minha mãe desconfiou e me levou pra fazer pamonha na roça de uma irmã do meu pai. Ninguém sabe o que é descascar 800 espigas de milho chorando, quando fui ver a hora, ele já tinha ido, 19h eu havia perdido o amor da minha vida.
 Eu estava decidida a nunca mais sair do quarto mas minha mãe me gritou de manhãzinha "Levanta dessa cama, para de drama, pega sua certidão de nascimento e vá para a escola AGORA" relutante eu fiz o que ela mandou. Quando cheguei no colégio, o prédio estava fechado, então decidi ir visitar minha madrinha que provavelmente teria acordado com o cantar o galo. Quando eu pisei na avenida eu não pude acreditar no que vi, lá estava o tomatinho na porta da padaria e eu estava com a minha certidão em mãos...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Um breve agradecimento

Antes de te conhecer, eu não entendia as canções, dormia bem todas as noites, não me importava com as minhas roupas, esquecia o celular, tinha pensamentos livres e horas vagas. Meu coração era saudável, lento, constante. Eu não tinha febre psicológica, crise emocional, stress acumulado, nem carência afetiva. Não tinha ciúme ou ódio. Eu sempre tinha a razão, não aguentava reclamações, não planejava tantas coisas boas e bobas. Antes de você eu não morria de saudade, não era tão bem-humorada, não me preocupava em fazer alguém feliz, em cuidar de alguém. Eu não sabia sequer que um abraço curasse tanta dor, que o mundo cabia num sorriso, e que era possível gostar tanto de uma pessoa.
 Agora, depois de tanto tempo que você se foi, descobri que nada é como antes, tipo aquela música "Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará". E hoje, eu sei que passou, e que mesmo que nada volte a ser como era antes, eu pelo menos descobri que o jeito que eu julgava errado é o meu jeito certo, portanto, obrigada por ter me descoberto.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

A "sua" procura

E quem sabe onde ele está? Onde ele se escondeu? Caso alguém o ache, favor me contactar. Sinto tanto sua falta, mas não da pessoa que ele se tornou, mas sinto saudades das lembranças, dos sorrisos, das brincadeiras e dos papos insanos.
 Pra onde você foi? O que aconteceu contigo? O que te fizeram? Me diz, o que eu te fiz? São apenas perguntas que saíram do meu coração e foram pro papel. Cadê você pra me dizer que depois que o sol se pôr tudo ficará bem? Onde está o som do seu violão tocando as mais lindas de amor na minha porta? Onde foi parar seu timbre encantador que com um simples "oi meu bem" me fazia querer escutá-lo eternamente? Onde se encontra você Onde está o meu grande amor?
 Procuro em lugares incertos, e em outros olhares algum com a mínima semelhança com o teu, mas não encontro. Você ainda existe? Se sim, diga-me, onde você está, diga que eu vou ao seu encontro, nem que seja para ouvir pela última vez vez você chamando meu nome, nem que seja pra dizer -novamente- que acabou, que nós dois nunca mais.
 Mas não pense que estou a sua procura, estou a procura da minha capacidade de amar, que você -quando sumiu- levou junto, sem nem ao menos  pedir permissão.
 Mas, jamais se esqueça, nem por um milésimo de segundo, que você tem meus pensamentos, e sobretudo, meu coração

sábado, 29 de agosto de 2015

Dimensões do amor

 Talvez em uma outra dimensão, ainda estamos na porta da minha casa abraçados, rindo e falando coisas banais. E quem me dera poder ser mais rápida que a velocidade da luz para poder voltar no tempo e concertar os erros. Aqueles erros que me fizeram afastar de você, afastar aqueles pensamentos que me fizeram desistir de nós dois.
 Mas não posso, e mesmo se pudesse a comodidade da minha vida atual faria que eu desistisse na metade do caminho.
 E quem sabe, em uma dimensão futura, nós estamos novamente na porta da minha casa!
 Basta sonhar, acreditar, vai que...

PS: Eu estava pensando em parar com o blog devido a falta de inspiração, mas eu resolvi olhar ao meu redor, e a bad voltou, e votei a escrever junto.

sábado, 1 de agosto de 2015

Aviso

Gostaria de dizer aos meus leitores (que eu tenho quase certeza que não são muitos) que estou começando a escrever uma história aqui no blog, como o próprio nome do blog diz é uma história de amorzinho, então quem não gostar desse gênero, favor retirar-se sem mimimi.
 Agora, quem gosta, e resolver por um milagre acompanhar gostaria que motivassem meu trabalho através dos comentários ou dos likes.
 Mais tarde teremos o 1° capitulo da história de Marcela, então fiquem ligados!
 Flw, vlw.
                        Amanda de Araújo

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Definição de amor

 Ao contrario do que todos dizem, o amor não é algo passivo, calmo e confortador, onde já se viu querer loucamente uma pessoa e ficar calmo em relação a isso?
 Quando se ama você pensa na pessoa amada todos os dias todas as horas e em todas as circunstâncias. Quando se ama, o desespero por papo é tão grande, que surgem assuntos bestas como "Tu viu a goleada que o Brasil levou da Alemanha?"  ou "Já bebeu água hoje?", e é com essas coisas bestas que o papo flui.
 Quando existe amor, se quer bem não só a pessoa amada, mas também seu próximo e o próximo da pessoa que se ama, quando existe amor as pessoas lutam por ele, e quando a pessoa amada liga, se muda até o jeito de falar, não só a voz, mas a pessoa em si fica mais meiga e doce.
 Quando existe amor, os seres humanos imitam um pavão, querem exibir suas penas coloridas, quando se ama não existe desleixo consigo, quando se ama a vontade de impressionar é tamanha que nem nós mesmos nos reconhecemos.
 Quando existe amor, sobretudo há vida nova, há felicidade nas coisas mais simples, há fidelidade nos atos e até mesmos nas palavras, as mesmas que jamais serão ditas a quem se ama.